Responsabilidade precoce: A dependência exagerada dos garotos da base revela a incompetência do planejamento

 Revelar talentos de nível mundial sempre foi o grande orgulho do São Paulo FC e a salvação financeira do clube em momentos de crise econômica. No entanto, a forma como a atual gestão está utilizando os garotos das categorias de base de Cotia nesta temporada cruza a linha entre a oportunidade de mercado e a irresponsabilidade técnica. Devido à falta de peças de reposição experientes no banco de reservas e ao elenco curto e mal planejado, a comissão técnica se vê forçada a lançar jovens de 17 ou 18 anos como titulares absolutos em partidas de mata-mata de alta pressão e clássicos estaduais pegados. Jogar a responsabilidade de carregar o meio-campo ou resolver o ataque nas costas de meninos que mal completaram o processo de transição física é uma faca de dois gumes. Se o jovem falha em um lance decisivo, ele é imediatamente crucificado por parte da torcida e da imprensa, destruindo a confiança de uma promessa que poderia render frutos a longo prazo. Cotia deve servir como um processo de lapidação e suporte ao elenco principal, e não como um escudo conveniente para esconder a incapacidade da diretoria de contratar jogadores experientes e cascudos.



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