Entre o elenco limitado e a cobrança da arquibancada: O balanço do trabalho de Dorival Júnior no São Paulo

 Assumindo o comando do São Paulo FC após a conturbada demissão de Roger Machado — que não resistiu à sequência de maus resultados e à eliminação na Copa do Brasil —, o técnico Dorival Júnior completou seu primeiro ciclo de jogos enfrentando uma realidade dura. Ficou evidente que o treinador conseguiu melhorar a atmosfera do vestiário e trazer uma postura mais lúcida ao time, corrigindo o posicionamento de atletas que andavam perdidos em campo. No entanto, o futebol jogado pelo Tricolor ainda oscila de forma assustadora, alternando bons momentos de pressão ofensiva com apagões defensivos inexplicáveis durante os segundos tempos das partidas. A análise tática mostra que Dorival tenta montar um sistema de jogo equilibrado, priorizando a posse de bola e a aproximação dos meio-campistas. Contudo, o treinador esbarra diariamente na falta de características específicas no elenco, como a ausência de velocidade nas pontas e de um volante de contenção com vigor físico para proteger a zaga. A torcida apoia a permanência do técnico, sabendo que ele não é o principal culpado pelas falhas estruturais do time, mas a exigência por resultados imediatos no Brasileirão impede qualquer período de paciência prolongada.



Comentários