Arena de espetáculos ou estádio de futebol? O debate sobre as condições do gramado do MorumBIS após megaeventos

 O processo de modernização comercial do São Paulo transformou o estádio do MorumBIS em uma das principais e mais lucrativas arenas de shows internacionais do continente. O aluguel do espaço para grandes turnês musicais injeta uma receita milionária vital para os cofres do clube e ajuda a valorizar os acordos de naming rights. Porém, o preço esportivo cobrado por essa estratégia comercial começou a gerar revolta nos torcedores e na comissão técnica. É impossível não notar a degradação visível do gramado do estádio após a realização de sequências de shows com milhares de pessoas pisando no campo. Mesmo com o uso de placas de proteção modernas, a grama sofre com a falta de luz e com o impacto, resultando em buracos, irregularidades e muita areia nas partidas subsequentes. Para um time como o do São Paulo, que depende da troca rápida de passes e da velocidade pelo chão para criar suas jogadas, atuar em um terreno castigado é um verdadeiro retrocesso tático. A diretoria de patrimônio precisa encontrar um equilíbrio urgente entre o departamento de marketing e o de futebol, garantindo que a busca por dinheiro extra não acabe sabotando o desempenho do time dentro do seu próprio santuário.



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